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Para servir o Homem

 

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Esse é o título de um dos melhores e mais famoso episódios de ‘’Além da Imaginação’’. Nele uma nave extraterrestre chega à Terra e convence a todos líderes mundiais que são seres pacíficos e com isso todos os exércitos do mundo depõem suas armas. Porém existe um livro que o militares americanos tentam decifrar do que se trata, mas conseguem traduzir apenas título do livro, que dá nome ao episódio: Para servir o homem.

‘’Para servir o Homem’’ tem uma paródia divertidíssima nos Simpsons que muda completamente o final da história que é de um humor negro muito sutil e divertido.  ‘’Para servir o homem’’ mostra de forma genial  a intenção real de grupos que pregam o desarmamento total de uma população e como isso termina mal para o povo indefeso.

Acho que as pessoas deveriam assistir ‘’Para servir o Homem’’ e vê se não lembra certos ‘’pacifistas’’ cheios de ‘’virtudes’’ e ‘’boas intenções’’. Além de criticar uma parcela de gente ‘’boazinha’’ o ‘’Para servir o Homem’’ diverte sem ser chato ou panfletário coisa rara hoje em dia em que o entretenimento se tornou um grande e chato panfleto.

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Gigantes da Indústria e Gigantes do Brasil

 

Entre o final do ano passado e Janeiro deste ano reassisti essas duas séries excelentes do History Channel. Nela mostra o desenvolvimento da da indústria norte-americana e a brasileira.

A primeira que eu assisti foi Gigantes da Indústria e fique admirada com a história de John D. Rockefeller, que veio de uma família pobre e conseguiu montar um império do petróleo e ser o patriarca da família mais rica do mundo.

O mais interessante dessa série foi mostrar que mesmo enriquecendo e nem sempre sendo ‘’bonzinhos’’, esses homens desenvolveram o país deles e o Estados Unidos se tornou a potência que é hoje, já que muitas tecnologias modernas foram desenvolvidas lá. Outro destaque para mim foi a rivalidade entre Nikola Tesla e Thomas Edison pelo desenvolvimento da energia elétrica. ( Em breve vou assistir um documentário sobre os dois).

Quando vi essa série fiquei pensando no que o Brasil poderia ser, mas até hoje continua num atraso que parece não conseguir se livrar nunca. Onde a mentalidade principal é depender do Estado. Nós temos a mentalidade que o governo deve resolver todos os nosso problemas e é claro que os políticos adoram, porque aí regulamentam tudo e claro criam mais taxas e impostos. Antes de apontar o dedo para os outros, eu também confesso que tenho muito dessa mentalidade, mas estou tentando exorcizar.

Gigantes do Brasil também mostra uma boa história que é a do Matarazzo, um imigrante italiano que perdeu tudo quando chegou ao Brasil e conseguiu se reerguer e construir uma grande fortuna. Mas a versão nacional evidenciou ainda mais a mentalidade mesquinha e estadista do empresário nacional. Claro que eu sei que nem todo empresário brasileiro ama o Estado e que têm alguns toques de ficção no programa, como todo programa de televisão, mas não é tão longe assim da realidade.

Gostaria que um dia no país fosse tão grande em tecnologia como os Estados Unidos e alguns países asiáticos e europeus. Espero que isso não seja apenas um sonho distante de se realizar.

Para quem gosta de escrever Gigantes da Indústria e Gigantes do Brasil é um prato cheio para criar bons personagens. Pois esse homens são cheios de virtudes e vícios como todos os sere humanos.

Fonte das Imagens History Channel.

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Pablo Escobar, El Patron del Mal

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Terminei de assistir à minissérie ou narco novela, Pablo Escobar, El patron del mal, que foi exibida na Brasil como Pablo Escobar, o senhor do tráfico. Cheguei a acompanhar os primeiros capítulos na época em que a minissérie foi lançada em 2012, mas não consegui ver toda e também não pude acompanhar quando ela foi exibida na TV por assinatura. Agora a encontrei no Netflix e consegui ver todos os capítulos, que são 74, mas se não engano ela mais extensa na versão colombiana.

Basicamente é uma biografia sobre Pablo Escobar, mostrando ascensão e queda de um dos chefes do Cartel de Medellin.   Eu gostei muito da atuação de Andrés Parra, que faz Pablo Escobar, e dos demais atores do elenco.  Além de contar a vida do mais famoso traficante do mundo, a minissérie mostra um período conturbado da história da Colômbia, o que foi muito interessante para mim, pois não conheço muito da história dos outros países da América Latina. Outra coisa legal dessa mini série é que ela se preocupa com as vítimas do cartel de Medellin e isso é uma virtude,porque quase sempre as vítimas são deixadas de lado nesse tipo de história e gera uma certa apologia ao mal, mesmo que involuntária . Fiquei bem triste no episódio do atentado que derrubou um avião comercial e no assassinato de um jornalista.( Isso não spoiler,porque são fatos públicos). Tem alguns pontos fracos em algumas cenas onde faltou um pouco mais de produção, mas a mim não incomodou e nem chega a atrapalhar o conjunto da obra.

Vendo essa minissérie fiquei pensando como é que pode alguém que ama tanto a família e até é um cara agradável pode cometer tanto crimes horríveis e também sobre como as coisas na vida podem mudar e se realmente algumas coisas valem a pena. Eu não duvido que na vida real Pablo e seus companheiros fossem pessoas a divertidas e até simpáticas, de quem às vezes sentimos simpatia, esquecendo do mal que essa gente causou. Basta ver as cenas de festa de família e as conversas que os bandidos têm entre si para entender o que eu quero dizer. E também fiquei pensando como o poder enlouquecer uma pessoa, tem um determinado momento em que Pablo se sente tão acima de tudo que causa o próprio fim por uma bobagem.

 

É uma ótima mini série ou narco novela* que vale muito a pena ser vista. Deixarei um link com uma entrevista com um dos matadores que trabalhava para Pablo Escobar para quem se interessar entenda o que eu digo sobre se perguntar ‘’ Como alguém como ele foi capaz disso?’’

 

*Narco novela é o termo usado nos países de Língua espanhola para novelas e séries que abordam o tráfico de drogas.

O link para entrevista do matador de alguel do Cartel de Medelin: https://m.youtube.com/watch?v=-IeMFMrh1_c

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Sherlock Holmes

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Durante o Carnaval desse anos aproveitei para assistir o seriado Sherlock da BBC que é uma excelente adaptação das história de Sir Arthur Conan Doyle para os dias atuais.  Gosto do jeito que Benedic Cumberbatch interpreta Sherlock Holmes e Martin Freeman é um ótimo Dr Watson, mas para mim quem quase rouba a cena de Sherlock é Mycroft Holmes, o irmão mais velho do detetive com aquele ar de superioridade de quem é o governo britânico. Outro ponto forte foi adaptação de Mary Watason, a esposa do DR Watson, que no original é um personagem tão sem importância que desaparece sem nenhuma explicação, e se tornou na versão moderna uma ex-agente do MI6 e mesmo sendo uma anti-heroína não é uma Maria budoada como em muitas histórias atuais, onde tem ”personagens femininas fortes”.

Eu conheci o personagem quando era criança em alguns filmes antigos que passavam na TV e num seriado, que agora não lembro em que emissora passava. O filme de Sherlock Holmes que eu me lembro com mais vivacidade de ter visto quando era criança é ” O enigma da pirâmide”, que passou muitas vezes na sessão da tarde e contava um caso de Sherlock Holmes jovem.

E por sorte consegui comprar a coleção completa dos livros de Sherlock Holmes  e tem sido um prazer reler e ler algumas histórias que eu não conhecia do mais famoso detetive de todos os tempos. É como revisitar um ídolo de infância que por algum motivo deixamos um pouco de lado, mas é sempre o prazer redescobrir. Uma coisa que eu notei relendo Sherlock Holmes  o quanto esse detetive é influente nas histórias policiais modernas. Muito dos método científico usado para resolver os casos de Sherlock aparece em seriados com CSI, que inclusive tem um episodio homenageando Sherlock Holmes e também na vida real.

Agora eu tenho leitura por muito anos. Sim, porque eu não pretendo ler tudo em um mês. Não que eu tenha nada contra quem consegue ler coleções e livros enormes em um mês, mas eu sou uma leitora lenta.