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A revolução dos Bichos

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 A primeira vez que eu li esse livro foi num texto adaptado num livro didático da escola, que  contava a história como uma fábula tradicional indo do começo ao fim numa linguagem bem simples para o entendimento de uma criança.  Só consegui ler o livro em texto integral há três anos. Tem uma adaptação dele em desenho animado e não lembro se tem algum filme.

Na história os porcos se reúnem e fazem uma revolução para tirar o fazendeiro do poder. Quando eu li o texto integral senti os capítulos voarem, ainda mais que é um texto muito divertido com um humor muito presente. O livro foi escrito na época da ditadura de Stalin, mas continua muito atual, ainda mais no slogan das ovelhas ‘’Quatro patas bom,duas patas mau’’ que lembra e muito certos grupos que se dizem ativistas disse e daquele grupo  e representantes dos oprimidos. Parece que os porquinhos Napoleão da vida real sempre têm o poder de enganar o povo dizendo que os libertou de tiranos, mas na verdade escraviza o povo sempre lembrando de como era ruim na época do antecessor. E  o povo acaba se comportando como o velho cavalo da história aceitando a escravidão e trabalhando muito mais e recebendo pouco ou nada, mas ainda assim acreditando nas palavras do ‘’grande líder’’.

Uma das frases mais geniais de todos os tempos vem justamente desse livro : ‘’Uns são mais iguais que os outros’’ coisa das ditaduras comunistas,nazistas e de qualquer grupo que queira poder e se traveste de defensor de uma causa usa para enganar o povo, dando migalhas ao povo, enquanto goza de uma boa vida regada a dinheiro e todos os prazeres que o dinheiro traz.  Eu não sou uma grande especialista em História, mas percebi que toda autocracia prega uma suposta igualdade entre os homens e que está fazendo tudo de acordo com os interesses do povo e esse argumento é a justificativa para todo o tipo de atrocidade.

Não entendo porque livros  como ‘’ A revolução dos bichos’’  e outros clássicos não são leituras  obrigatórias nas escolas brasileiras. ‘’ A revolução dos bichos’’ tem muito do que vem acontecendo no Brasil e no mundo com jovens que dizem não ter fé religiosa venerando políticos como deuses, por isso esse livro seria uma literatura perfeita.

Francamente não gosto da visão de que um adolescente brasileiro não tem maturidade para esse tipo de leitura, para mim isso é subestimar o aluno a também os professores. Acho que as pessoas deveriam ler esse livro em qualquer idade, porque é um dos grandes clássicos da Literatura sem dúvida e faz as pessoas refletirem sobre a política e ideologias coletivistas.

A revolução do bicho tem um dos melhores finais da Literatura Mundial onde não se diferenciava mais porcos de homens  e nem homens de porcos.

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Livros, música

Assista a “Kate Bush – Wuthering Heights (Tradução)” no YouTube

De volta com uma música que é um tipo de amor a segunda ”ouvida”. Confesso que não gostava muito dessa música quando eu era pequena, achava a voz meio irritante. Mas quando eu descobri que essa música é sobre ”O Morro dos Ventos Uivantes”, mudei de ideia e passei a amar muito ”Wutheiring Heigths”.

Uma vez eu assisti um trecho de uma entrevista onde Kate Buch dizia que primeira viu um filme e ficou encantada com a paixão dos personagens. Até hoje não tem uma versão que chegue perto da paixão visceral do livro.

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A parte obscura de nós mesmos

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Um livro bem interessante que causou uma certa polêmica aqui em João Pessoa, porque ele foi relacionado ao caso da família  morta e esquartejada por um parente na Espanha. O jovem que deu ao assassino a ideia de desmembrar os corpos das vítimas   tinha esse livro. Confesso que fiquei curiosa com esse livro por causa do caso.

 

Bem o livro não faz uma apologia ao mal, como alguém pode pensar ao ler o título, mas relata a história da perversão, que inclui alguns religiosos e perversos famosos como o Marquês de Sade e os nazistas e também a ciência moderna. A autora, segundo o que eu li, é uma especialista em história da psicanálise e é bem conceituada.

 

O livro relaciona o gozo com o mal e vontade de destruição do próprio corpo e do corpo de outras pessoas com aspirações espirituais e também como fonte de prazer sexual. Também relaciona algumas ideias defendidas na atualidade com a perversidade, como a igualdade de tudo e todos a qualquer custo. A autora na verdade reforça que devemos ter uma noção do que é pervertido, pois quando essa noção acaba a civilização cai.

Uma coisa me chamou muita atenção sobre esse livro foi o questionamento sobre a nossa suposta liberdade atual, onde todos sentimentos e desejos são classificados e estudados como doenças, que podem ser tratadas e curadas.

Fiquei impressionada os  relatos de pessoas tidas como santas que castigavam seus corpo o próprio corpo supostamente para servir a Deus, mas também poderiam sentir gozo com a própria dor. O que me impressionou nesses relatos é que talvez essas práticas de autoflagelação em nome da fé, pode ter sido uma das primeira perversões do cristianismo. Na verdade Cristo quer o nosso amor e não nosso sacrifício, porque a real doutrina cristã é o amor.

Pretendo fazer em breve uma releitura desse livro e ver se as minhas impressões estão certas.

 

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O colecionador

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Resolvi fazer uma releitura de “ O colecionador” de John Fowles. O livro conta história de  Frederick, um homem tímido e ridicularizado pelos colegas de trabalho, que tem hobby de colecionar borboletas, Frederick tem uma paixão platônica por uma estudante de Arte, Miranda, e quando ganha na loteria resolve sequestrar a moça para que ela se apaixone por ele.

Esse é com certeza um dos melhores livros que eu já li na minha vida. Conheci a história quando o filme foi citado num dos livros do Marcos Rey. E mesmo já conhecendo o final gostei muito filme, pois o livro conta o desfecho da trama. E depois de muito tempo consegui o livro na Estante virtual numa edição de 1964. Na verdade eu só fui saber que também era um livro pelo Youtube acho que da Tatiana Feltrin. E na minha opinião tanto o livro quanto o filme são ótimos e o filme bem fiel ao livro.

Tanto no filme quanto no livro senti uma certa simpatia por Frederick o protagonista por causa da inequação dele no mundo. E é bem interessante ver que as vezes um sentimento tão puro quanto o amor pode se tornar uma obsessão tão forte que pode destruir o ser amado. Confesso que gostei mais da Miranda do filme do que da Miranda do livro. A Miranda do filme tem uma vontade de viver e uma coragem cativantes que me fez torcer bastante para que ela fugisse daquela situação.

No livro mostra também uma certa disputa entre classes sociais, por isso Frederick é colocado com um homem medíocre, reprimido e ressentido, enquanto Miranda é bela e refinada. Quem leu em Inglês comenta que a diferença de linguagem entre Frederick e Miranda é mais perceptível. Tive a impressão quando li da primeira vez e ainda mais forte nessa releitura que Miranda mostra  e talvez represente um certo preconceito e desprezo que a classe artística sente pelas pessoas comuns a que classifica como pessoas pequenas por não se engajarem em suas causa geralmente utópicas, quererem seguir suas vidas de uma maneira, visão deles mais passiva. Achei a parte de Miranda na primeira leitura arrastada e eu não gostava muito dela, embora tenha me compadecido da vontade dela de fugir daquele lugar.

Tanto o filme quanto o livro são ótimos e bem influentes ainda hoje e valem muito a pena pela história de obsessão e até onde ela nos leva.

 

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Meu primeiro ídolo na Literatura

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Resolvi criar um post para declarar meu amor aos livros de Marcos Rey.  Sempre gostei muito de ouvir histórias quando pequena,lia os  quadrinhos da Turma da Mônica e da Disney e alguns livros que encontrava em casa ou na casa dos meus avós, mas foi a partir do livros de Marcos Rey que eu encontrei o amor pela literatura, especificamente a Literatura Policial e Suspense. Se eu não me engano, foi uma citação num dos livros dele sobre um conto de Edgar Allan Poe, que me fez procurar sobre esse grande mestre da Literatura na biblioteca da escola e me apaixonar pelos contos e poesias de Poe e depois eu conheci os livros do Stephen King.  

Sim, eu mesma já comentei aqui no blog que sou fã de Sherlock Holmes desde criança, mas meu primeiro contato com Mr Holmes foi através de filmes e só depois comprei os livros. Foi com Marco Rey que percebi que as histórias policiais e de suspense seguem uma certa lógica, mas não uma lógica chata como em uma aula de Matemática, mas uma lógica perceptível no mundo real. Uma investigação policial é feita com pistas deixadas pelo criminoso e isso acontece na vida real, onde a polícia trabalha com provas.

Infelizmente nunca tive a chance de conhecer Marcos Rey e dizer a ele o quanto ainda amo as histórias dele, mas até hoje agradeço a ele por de certa forma ter me apresentados bons autores e suas obras e ter me dado o amor pelos livros. O livro dele que  eu mais gostei foi ‘’ O mistério do cinco estrelas’’. Em breve pretendo comprar alguns livros dele para matar a saudade e quem sabe deixar aos meu filhos.

 

Foto encontrada no Google.com

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Audiolivro e preconceito

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Há dois anos eu descobrir os audiolivros e tive a sorte de encontrar  bons títulos nesse formato. Antes eu era avessa a esse tipo de livro, porque na minha opinião não era ler de verdade.

Mudei de opinião quando li um escritor comentar que ouvir um audiolivro enquanto faz exercícios na esteira é uma experiência deliciosa. Testei a ideia primeiro com o livro ‘’ Contos de amor,loucura e morte’’ de Horacio Quiroga e achei ideia ótima. Depois encontrei alguns contos do Borges e outros bons autores no mesmo formato.

Mas existem pontos negativos nesse formato de leitura.  Na maioria dos livros o narrador não dá muita emoção a história, quase sempre lê de uma forma muito robótica e deixa a história chata. Seria mais interessante que os livros em áudio fossem melhor interpretados, porque também não deixam de ser uma dramatização de uma prosa. Outro ponto negativo é para os leitores que gostam de fazer anotações que devem fazer outra releitura com um bloquinho na mão para anotar o que achar interessante.

Imagino que livros nesse formato facilitam muito a vida de pessoas com deficiência visual. E nos tempo de crise em que qualquer moeda faz falta, os audiolivros gratuitos são uma grande ferramenta e muitos deles estão disponíveis no Youtube. Não entendo porque audiolivros não são mais divulgados no Brasil, pois são uma alternativa viável e talvez mais barata de literatura num país onde se lê  pouco.

 

Livros

El cartel de los sapos

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No fim do ano passado li o livro ‘’El cartel de Los Sapos’’, onde o autor Andrés Lopez Lopez, conta sobre o tráfico de drogas na Colômbia depois da morte de Pablo Escobar. O livro conta como o Cartel de Cali saiu enfraquecido da guerra contra o Cartel de Medelin e encontrou o poderoso cartel do Norte Valle. Também  é citado o envolvimento da Autodefesas colombianas com o tráfico, um grupo paramilitar criado para combater as guerrilhas de esquerda daquele país.

Fiquei muito contente em encontrar esse livro, porque  assisti alguns episódios da ótima série baseada nesse livro. Na série tem alguns toques de humor que a torna uma delícia de assistir, já o livro tem relatos de torturas horríveis feitos pelos cartéis. Creio que a série uma boa adaptação de um livro, mas confesso que só me interessei em ler esse livro depois de ver a minissérie(narconovela) ‘’Pablo Escobar,el patron del mal’’. Enquanto li percebi que o autor jamais tenta mostrar os atos de violência dos cartéis da droga como algo glamouroso ou justificável. O autor fez parte de um dos cartéis e delatou muita gente e daí vem o nome do livro, sapo é uma gíria equivalente a dedo duro.

Acho uma pena um livro tão interessante não ter sido lançado no Brasil. Quem sabe algum dia alguma editora se interessa em lançar aqui no Brasil?

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Contos clássicos do Gótico

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Comprei essa coleção no final do ano passado e não me arrependi. Nela têm vários contos do gótico um gênero que é associado ao romantismo e ao Terror com seus castelos em ruínas e paixões além túmulo. No caso dessa coleção temos gótico ligado ao Terror/Horror com contos como  O vampiro de John Polidori, A pata do Macaco  de W.W. Jacobs, Lote 249 de Arthur Conan Doyle entre outros.  Também tem artigos interessantes sobre o fascínio que o medo exerce sobre os seres humanos. É verdade, o medo nos atrai e por  assistimos filmes e séries ou lemos livros sobre criaturas sobrenaturais e assassinos em série para vivenciarmos situações que na verdade não queremos viver na vida real, mas de algum modo nos atraem.

Já li algumas explicações científicas sobre o fascínio do ser humano pelo medo, mas francamente não creio nelas. Acho que a melhor explicação foi dada é que civilização não conseguiu tirar nossos instintos primitivos, se notar competimos entre nós mesmos, e ficção de terror/horror e crime nos faz vivenciar o medo, mas nos permite voltar para casa na hora que quisermos, essa é uma explicação de Agatha Christie.

 

Lendo ‘’O vampiro’’ Polidori se percebe que  Bram Stoker tirou muitas ideias desse conto para criar o Drácula e muitas dessas ideias são usadas até hoje como, o vampiro belo que usa a sedução para conseguir a sua vítima. Outro conto de destaque é ‘’Lote 249’’ de Conan Doyle, o autor do de Sherlock Holmes nesse contos um universitário começa a suspeitar de seu estranho colega. ‘’Lote 249’’ foi adaptado  nos anos 90 para uma coletânea de filmes de terror e para mim é um dos melhores contos de Conan Doyle.

E eu não poderia deixar de comentar o excelente ‘’ A pata do macaco’’ de W.W Jacobs onde uma família ganha de um conhecido um amuleto com a forma da mão de um macaco que realiza qualquer desejo. Essa história deve ter muita influência de ‘’ As mil e uma noites’’ com o desejo que se volta contra quem o fez e tem um dos melhores finais da literatura quando o marido faz o terceiro desejo. Eu conheci esse conto num especial de TV quando eu era adolescente e por muito tempo achei que fosse de Edgar Allan Poe e sem dúvida um dos melhores contos de Terror de todos os tempos.

 

Uma coisa que me chamou a atenção lendo esses contos góticos antigos( aqui incluo também contos que não estão nesta antologia) é que a ideia de vampiros não poderem ter relações sexuais parece mais uma ideia recente, pois em alguns contos são relatados que esses sere se entregavam ao prazer sexual com direito a orgias.

 

É um ótima leitura para os fãs do gênero gótico da Literatura de Horror/Terror.

Livros

1984

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Finalmente li esse livro que é um clássico da Ficção científica e da literatura mundial. De certa forma é uma tentativa minha de perder uma certa implicância que eu tenho com Ficção Científica, que  é um gênero que não me desce, a não ser em raras ocasiões.

Lendo 1984 eu senti como se lesse uma profecia assustadora dos dias atuais e de talvez um futuro próximo, onde as pessoas vivem sozinhas e são vigiadas o tempo todo e até mesmo os casais e as famílias não confiam mais um no outro. Penso que as  coisas que George Orwell não previu foi que o autoritarismo seria exercido usando a democracia para tomar o poder, onde ser criou uma censura velada com a desculpa de inclusão e combate ao preconceito que na verdade faz as pessoas brigarem umas com as outras, e que as próprias pessoas exporiam suas vidas em público, no caso em redes sociais. Mas ele percebeu que por trás de revoluções e partidos existe um único fim o poder e poder pelo poder. 
Mesmo percebendo que o socialismo só queria o poder e mais nada Orwell deixou claro que ainda acreditava na ideologia socialista e atribuía as ditaduras à pessoas que distorceram as ideias  de ‘’mundo melhor’’ do socialismo. Achei o final um tanto conformista demais para o meu gosto, porém realista. É um ótimo livro copiado até hoje, mas também tem algo de profético sobre os dias atuais.

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O Morro dos Ventos Uivantes

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Sempre que eu tiver um blog , eu comentarei sobre o ‘’ O Morro dos Ventos Uivantes’’ que é a minha história de amor favorita da Literatura. Já faz muito tempo desde que eu encontrei esse livro na biblioteca da escola e me encantei pela história de amor passional, que seria considerada doentia na época de sua publicação e nos dias de hoje. Foi a primeira vez que eu vi num livro romântico personagens que não são exatamente fofos, pelo contrário os personagens têm defeitos e falhas de caráter graves.

 

Apesar se não serem anjos de candura como a maioria dos casais românticos, Catherine e Heathcliff têm um amor tão forte que supera qualque lógica, razão ou moral, como deve ser uma boa história romântica. Eles são tão fora dos padrões do que geralmente é associado ao romântismo que muita gente diz que ‘’O Morro dos Ventos Uivantes’’ não é um livro romântico, mas é sim. Seria mais um romance gótico, mas tem aquelas fuga do domínio da razão e da lógica que caracteriza tão bem romantismo. 

 

Toda vez que eu leio‘’ O Morro dos Ventos Uivantes’’ ele volta a me tocar de alguma maneira. A última vez que eu o li foi ano passado quando o recomprei, agora num versão bilígue linda  que ilustra o post.