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Prazeres culposos: O Justiceiro

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Reassisti a esse filme há duas ou três semana e fiquei encantada, porque descobri que ainda gosto muito dele mesmo depois de tanto tempo. Só descobri que se tratava de uma adaptação dos quadrinhos recentemente. O filme conta a história de um policial que tem a família assassinada por mafiosos e decide se vingar.

A maioria das críticas que eu li a respeito dizem que o filme é ruim porque não é fiel ao quadrinho e Dolph não passa emoção, como eu nunca li O Justiceiro, não sei comentar sobre isso, mas com filme de ação ele funciona muito bem. Eu achei que o Dolph tava bem nesse filme . Entendi o personagem como alguém pertubardo com a dor da perda e já não sentia mais nada, por tanto não tinha porque se debulhar em lágrimas. Adorei o visual do Dolph Lungren no filme(eu sou suspeita, porque eu gosto muito desse ator) como um motoqueiro. Até gostei da ideia dele ter que cooperar com um inimigo por causa de um certo evento e de ter seu julgamento moral balançado. A cena final é bem tensa e eu duvido que a patrulha ”policamente correta pacifista” deixaria passar aquilo atualmente.

No fim das contas O Justiceiro é um bom filme de ação dos anos 80 que é simplesmente divertido de ver.

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literatura, Sem categoria

Pai contra Mãe

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Esse é um dos melhores contos de Machado de Assis e a melhor história sobre a escravidão já escrita, pois mostra o quanto aquilo era brutal e também mostra os dois lados da moeda, o caçador de escravos e a escreva fujona.
Conheci esse conto de forma oral num programa de televisão quando o professor de história narrou a história do homem pobre desesperado para salvar seu filho recém nascido da roda do enjeitados, que encontra uma escrava fujona grávida. E mesmo dessa vez eu achei uma história triste e bem realista, porque não têm como alguém não se colocar no lugar do protagonista do conto e concluir o mesmo que ele, mesmo sendo algo cruel.
Só descobri que era um conto de Machado de Assis um bom tempo depois de ter assistido a aula pela TV, quando comprei um livro de contos dele. O conto é  uma aula sobre a natureza humana, que na verdade busca a sobrevivência. Pode ser impressão minha, mas eu senti que o protagonista se sentia mal ao fazer o que ia fazer, mas ele não viu saída. O que eu sempre admirei em Machado de Assis é que mesmo ele sendo mulato, ele nunca colocou negros e mulatos como ‘’seres bonzinhos’’, mas como seres humanos com todos defeitos e virtudes que todos nós temos.

Sobre esse conto em especial é interessantes como ele não tomou o caminho mais fácil que seria contar a partir do ponto de vista da escrava, mas ainda assim a pessoa que lê nota o quanto autor achava revoltante a escravidão. Fico imaginado se a patrulha ‘’politicamente correta’’ deixaria passar uma história assim atualmente.

 

aleatoriedades, Reflexões

Sobre as olimpíadas

 

 

img_20160820_213850.jpgE deu tudo certo, como o previsto, pelas pessoas que gostam de se divertir. Confesso que eu não levava muita fé, mas adorei ver o nosso país recebendo um evento tão importante.  Acompanhei as modalidades que gosto, mas com um pouco de dificuldade por causa da transmissão em rede aberta de TV. Mas eu gostei mais do encerramento do que da abertura, nada de mais só gosto mesmo.

É claro que eu fiquei muito feliz em ver o Brasil ganhando medalhas em outras modelidades que não são populares , mas fiquei contente com a medalha de ouro da seleção masculina de futebol que jogou muito bem e mais uma vez mostrou que o esporte favorito do povo brasileiro, porque une o povo. Ao contrário de uma boa parte das pessoas, eu achei engraçado o Nymar dizendo ” Vão ter que me engolir”. Amei ver a medalha de ouro do boxe, porque um esporte  demonizado por gente ”pacifista”.

Não acompanhei o futebol feminino, porque não gosto da modalidade e na minha opinião as pessoas têm todo direito de não gostar de uma modalidade ou de qualquer outra coisa sem serem taxadas de preconceituosa, porque é apenas gosto e nada de mais. Perece que CBF não tem mais interesse em manter uma seleção feminina, porque não teve o retorno desejado. Pois é, invéns de unir as pessoas alguns grupinhos usaram o futebol femino para desmerecer os rapazes e fazer aquele vitimismo chato, ou seja desunir as pessoas. Tanto que não fizeram piadas com derrota delas como acontece com a seleção masculina, que é uma das graças do futebol. Resolvi mencionar o futebol feminino, porque o simples fato de um jornalista dizer que não gosta e acha chato foi motivo para demonizar o cara.

 Acho que o ponto negativo veio do caso dos nadadores americanos e de um certo mimi e dos idiotas que tentaram apagar a tocha olímpica( essa passagem da tocha daria uma baita comédia). Até mesmo com a vitória da seleção masculina de futebol o pessoal falando dos problemas de educação, saúde e segurança pública do Brasil. Francamente se querem melhorar as coisas tratem de votar em quem presta, invés de mimi ‘’idiotologógico’’ de esquerda x direita, sim esse negócio já chegou na raia da idiotice e passou até do fanatismo. Deveriam deixar os esportes em paz, ou entrarem numa arena de boxe ou outro esporte de luta e brigarem para ver quem é mais idiota. Haha!

No fim das contas a despeito dos problemas do país e dos comentários preconceituosos da imprensa estrangeira foi um grande evento.

prazeres culposos, Sem categoria

Prazeres culposos

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Sabem aqueles filmes, novelas, livros e entretenimento que a maioria acha ruim( muitas vezes é ruim mesmo), mas a gente gosta do mesmo jeito, pois é, de vez enquando eu vou postar sobre alguns dos meus gosto um pouco duvidosos.

Na foto Dolph Lundgren no filme ”O Justiceiro”, considerado por muito um filme ruim, mas eu acho um ótimo filme de ação de sua época. Em breve eu comento aqui sobre o filme.

anime e mangá, Sem categoria

Meu lado otaku: Bunny Drop

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Resolvi comentar um pouco sobre um mangá que eu li depois de muito tempo sem ler mangás ou ver animes, Bunny Drop. O mangá conta a história de Daikichi um homem solteiro de 30 anos que recebe a notícia da morte do avô e que o avô tem uma suposta filha bastarda chamada Rin. Os parentes querem se livrar de Rin, mas Daikichi resolve assumir a responsabilidade de cuidar de Rin, mesmo não tendo experiência em cuidar de crianças.

A primeira parte do mangá que virou anime e live action é uma das melhores história de relações humanas já escritas, na minha opinião. Daikichi é um dos melhores personagens masculinos que eu vi em muito tempo e uma figura paterna incrível, Rin é uma criança adorável e esperta sem ser forçada e relação de Daikichi e Rin com Kouki, um colega de escola de Rin, e a mãe dele é uma das melhores coisas do mangá. É muito bom ver como Daikichi abre mão de vícios e algumas coisa que gosta pela Rin sem querer que isso seja um sacrifício.  E uma das coisas mais deliciosas acompanhar a relação entre essas pessoas.

A segunda parte tem uma controvérsia forte para quem é sensível a certos assuntos e vocês perceberão do que se trata pelo meu comentário:

Quem lê a segunda parte  já percebe o que vai acontecer logo no começo quando Rin está com 16 anos. Eu confesso que eu não gostei tanto da segunda parte, não exatamente por senso moral como boa parte das pessoas que leram o mangá de Bunny Drop(creio que uma reclamação mais ocidental), mas porque eu achei que não encaixava com o Daikichi, que sempre se mostrou tão paternal com a Rin. Por outro lado acho que a autora foi bem corajosa de abordar o assunto e quebrar alguns clichês e mostrar os fatos do ponto de vista da Rin, porque nós mulheres somos tão seres humanos quanto os homens e nem sempre nossas fantasias, desejos e paixões são fofas.
No geral Bunny Drop é uma boa história especialmente a primeira parte.

literatura, Livros

O Morro dos Ventos Uivantes

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Sempre que eu tiver um blog , eu comentarei sobre o ‘’ O Morro dos Ventos Uivantes’’ que é a minha história de amor favorita da Literatura. Já faz muito tempo desde que eu encontrei esse livro na biblioteca da escola e me encantei pela história de amor passional, que seria considerada doentia na época de sua publicação e nos dias de hoje. Foi a primeira vez que eu vi num livro romântico personagens que não são exatamente fofos, pelo contrário os personagens têm defeitos e falhas de caráter graves.

 

Apesar se não serem anjos de candura como a maioria dos casais românticos, Catherine e Heathcliff têm um amor tão forte que supera qualque lógica, razão ou moral, como deve ser uma boa história romântica. Eles são tão fora dos padrões do que geralmente é associado ao romântismo que muita gente diz que ‘’O Morro dos Ventos Uivantes’’ não é um livro romântico, mas é sim. Seria mais um romance gótico, mas tem aquelas fuga do domínio da razão e da lógica que caracteriza tão bem romantismo. 

 

Toda vez que eu leio‘’ O Morro dos Ventos Uivantes’’ ele volta a me tocar de alguma maneira. A última vez que eu o li foi ano passado quando o recomprei, agora num versão bilígue linda  que ilustra o post.