literatura, Livros, Sem categoria

Humberto de Campos

Li ‘’ O monstro e outros contos” de Humberto de Campos e fiquei me perguntando por que eu demorei tanto para descobrir essa pequena jóia da nossa Literatura. Nesse livro todas as histórias têm um final trágico. Dois contos se destacaram para mim, são eles: ‘’Os olhos que comiam carne’’ e ‘’A vingança’’(também conhecido como ‘’O juramento’’). 

Em ‘’Os olhos que comiam carne’’ somos apresentados a um escritor que acorda cego e resolve se submeter a uma cirurgia experimental de um médico alemão e o resultado dessa cirurgia é assustador. Já em ‘’A vingança’’ um sujeito resolve se vigar do amante de sua esposa. Li essas histórias de madruga e a descrição do que acontece com o pobre amante em ‘’A vingança’’ me deixou perturbada o que não acontecia a muito tempo com esse tipo de literatura ou filmes do gênero. Acho que ‘’Os olhos que comiam carne’’ daria uma ótima adaptação para o cinema como um filme de Terro/Ficção Científica. 

Para quem não sabe Humberto de Campos teve o nome envolvido numa polêmica com Chico Xavier sobre direitos autorais. Como isso? Chico Xavier alegava ter escrito alguns livros ao receber o espirito do escritor e a família de Humberto de Campos tentou processar o médium por violação de direito autoral, mas o processo não foi bem sucedido. 
Uma pena esse escritor ser tão pouco conhecido e lembrado. Com certeza ‘’O monstro e outros contos’’ deveria ser lido por mais gente. Espero ler mais contos desse autor em breve.

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música, Reflexões, Rock, Sem categoria

The Smiths

Uma das melhores bandas dos anos 80, sem dúvida.  Às vezes acho estranha toda essa nostalgia de um tempo sem tanta tecnologia, mas talvez tudas essas facilidades tenha nos deixado mimados e sem muita criatividade, ou talvez eu esteja ficando velha apenas.

literatura, Livros, seriado

Sherlock Holmes

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Durante o Carnaval desse anos aproveitei para assistir o seriado Sherlock da BBC que é uma excelente adaptação das história de Sir Arthur Conan Doyle para os dias atuais.  Gosto do jeito que Benedic Cumberbatch interpreta Sherlock Holmes e Martin Freeman é um ótimo Dr Watson, mas para mim quem quase rouba a cena de Sherlock é Mycroft Holmes, o irmão mais velho do detetive com aquele ar de superioridade de quem é o governo britânico. Outro ponto forte foi adaptação de Mary Watason, a esposa do DR Watson, que no original é um personagem tão sem importância que desaparece sem nenhuma explicação, e se tornou na versão moderna uma ex-agente do MI6 e mesmo sendo uma anti-heroína não é uma Maria budoada como em muitas histórias atuais, onde tem ”personagens femininas fortes”.

Eu conheci o personagem quando era criança em alguns filmes antigos que passavam na TV e num seriado, que agora não lembro em que emissora passava. O filme de Sherlock Holmes que eu me lembro com mais vivacidade de ter visto quando era criança é ” O enigma da pirâmide”, que passou muitas vezes na sessão da tarde e contava um caso de Sherlock Holmes jovem.

E por sorte consegui comprar a coleção completa dos livros de Sherlock Holmes  e tem sido um prazer reler e ler algumas histórias que eu não conhecia do mais famoso detetive de todos os tempos. É como revisitar um ídolo de infância que por algum motivo deixamos um pouco de lado, mas é sempre o prazer redescobrir. Uma coisa que eu notei relendo Sherlock Holmes  o quanto esse detetive é influente nas histórias policiais modernas. Muito dos método científico usado para resolver os casos de Sherlock aparece em seriados com CSI, que inclusive tem um episodio homenageando Sherlock Holmes e também na vida real.

Agora eu tenho leitura por muito anos. Sim, porque eu não pretendo ler tudo em um mês. Não que eu tenha nada contra quem consegue ler coleções e livros enormes em um mês, mas eu sou uma leitora lenta.

 

 

música, Rock

Redescobrindo o U2

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Nos últimos meses sismei de ouvir o U2, sempre foi uma das bandas que eu mais gosto e cresci ouvindo, mas agora descobri algumas músicas que eu não me lembro de ter ouvido antes.

E nessa redescoberta encontrei a biografia deles contada nas palavras de cada membro da banda. Li o livro em pouco tempo, porque é uma leitura bem gostosa. Diferente de outras biografias de banda não tem muito daquele clichês de roqueiros drogados morrendo de overdose ou se gabando da vida sexual.  Bono, The Edge, Larry e Adam  admitem que têm conflitos entre eles(o que é natural). Também mostra alguns aspectos interessantes da vida dos moços do U2, como a relação deles entre com pais e algumas histórias curiosas, mas nada digno de tabloides de celebridades.

A parte que me interessou foi o começo  da carreira quando eles formaram a banda e foram construindo o sonho até chegar ao topo e ser a banda conhecida como a última das grandes e quando eles comentam um pouco do processo de composição. ” U2 by U2” é uma boa biografia e uma leitura sem compromisso.

Também aproveitei essa empolgação com U2 para rever ” A todo volume”, um excelente documentário com The Edge, Jimmy Page e Jack White do White Stripes, que é uma aula para músicos, outros artistas e qualquer pessoa. Nesse documentário The Edge se mostrou alguém muito generoso em mostrar como faz os efeitos de sua guitarra e como compõe. Um dia eu falo melhor de ”A todo volume”(na verdade vou copiar o texto do meu blog no Tumblr. Ha ha!).