anime e mangá, Sem categoria

Meu lado otaku: Monster

 

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Esse ano eu consegui ver o anime e terminar o mangá chamado Monster. Na minha opinião Monster é o melhor mangá/anime de Terror/Suspense que eu já tive o prazer de ver e ler.

Na história doutor Tenma um brilhante médico japonês que trabalha num renomado hospital alemão é obrigado a escolher entre a vida de um prefeito e um garotinho baleado na cabeça. Tenma faz escolha que julga certa e salva o garotinho e sofre as consequência de sua carreira brilhante ser prejudicada e perder seu noivado coma filha do diretor do hospital. Porém quando a diretoria do hospital morrer em circunstâncias misteriosas, que apontam para Tenma , mas nada contra ele é provado. Dez anos depois Tema reencontra o garoto que ele salvou, agora um rapaz chamado Johan, ele confessa ter matado os diretores do hospital. Isso é só o começo da trama de Monster que tem ainda personagens cativantes como o detetive Lung, que fica obcecado  em prender Tenma por uma série de assassinatos, o garoto Dieter e Grimmer e uma das melhores personagens femininas dos mangás animes, Anna/Nina. Nina/ Anna é irmã gêmea de Johan e consegue ser um bom contraponto com o irmão, criando algo como luz e sombra.

Outro ponto positivo de Monster é ter um dos melhores antagonismo e protagonismo da ficção, enquanto Tenma é um homem descente que sofre com certas decisões, Johan é alguém que não tem piedade de ninguém e sente prazer no sofrimento humano e usa seu carisma apaixonante para destruir as pessoas, sendo uma perfeita encarnação do mal absoluto. Johan é um dos melhores vilões dos animes/mangás.Ele causa medo mesmo sem fazer cara de mal ou ser desfigurado. Destaco também algumas histórias infantis medonhas contadas dentro da história. O único ponto fraco talvez seja o final aberto.

Monster é um dos melhores thrillers que eu já li e que um dia farei uma releitura do mangá. Mesmo tento mortes violenta e boas doses de suspense, ainda tem boas mensagens sobre a vida. Em breve lerei mais mangás do autor.

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literatura, Livros, Reflexões

Nostalgia e decepção

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Ano passado comprei para reler um livro que eu gostei muito quando era adolescente, mas nessa releitura eu descobri que o livro é muito mal escrito. O que me fez pensar sobre certas histórias e certo autores.

Talvez por eu ter agora uma bagagem de leitura maior e melhor  perceba certas coisas que eu não enxergava  antes, como uma certa covardia de evitar chocar o “jovem leitor despreparado”. Na minha opinião isso subestimar o leitor e não estou falando cenas explícitas de sexo ou violência gratuita, mas de uma visão mais complexa do amor ( independente de sexualidade) e de outros aspectos da vida. Ou ainda situações que foram copiadas de outros livros ou filmes sem os devidos créditos.
Acho que esse é um dos problemas de reler algo depois de muito tempo, você passa a se perguntar ”como diabos eu gostei tanto disso?” ou continua apaixonada(o). Isso não vale só para livros alguns filmes que eu gostava quando criança ou adolescente perderam a mística quando os vi adulta.

Mas nem por isso perdi a vontade de reler outras coisa que eu li no passado. Tive boas experiências na releitura de livros que eu gostava na adolescência. Claro que houveram ótima experiência em releituras de livros da infância e adolescência e que valeram muito tempo a redescoberta e ver quanto aquilo é bom.

música, Rock

E por falar em fé

No post sobre ”As Cartas do Inferno” citei o U2. Então resolvi postar essa música fantástica escrita pelo Bono e pelo The Edge e cantada pelo lendário Johnny Cash. A letra é uma excelente reflexão sobre a fé. Concordo com o verso que fala sobre querermos o reino do Céu, mas nem sempre queremos Deus nele.

Engraçado que eu não conhecia, ou pelo menos não lembrava, dessa música e agora com a minha redescoberta do U2, se tornou uma das minhas músicas favoritas de sempre.

literatura, Livros

Psicose

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Há poucos dias terminei de ler ”Psicose” e só posso concordar com a obsessão de Alfred Hitchcock por esse livro. A história da moça que rouba o patrão e vai parar num motel administrado pelo estranho Norman Bates é eletrizante e o leitor fica preso à história querendo o que acontece com os personagens. Tentei economizar e ler o livro o mais lento que podia, mas não teve jeito, terminei de ler em poucos dias.

Norman é de longe o personagem mais interessante do livro, porque apesar das coisas que ele faz, ele também pode despertar uma certa compaixão. Francamente não consegui gostar de nenhum dos mocinhos da história. O noivo da moça assassinada não parece se importar tanto assim com ela e a irmã não conseguiu me cativar.Uma coisa que me chamou atenção foi que o Norman Bates de Rorbert Block é um sujeito gordo, por tanto diferente do eternizado por Antony Perkins no filme de Hitchcock. Mas na minha mente permaneceu a imagem do Norman do filme*.

Foi muito bom ler esse clássico da literatura policial que muito em breve será relido,porque se tornou de longe um dos meus livros policiais favoritos.

* Acho que depois farei um post sobre a imagem de um personagem nos filmes e nos livros. Pelo menos comigo acontece de ficar presa a imagem de um determinado ator, que muitas vezes é diferente do personagem descrito no livro.

 

Livros, Sem categoria

Cartas do Inferno

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Meu primeiro livro de C.S Lewis. Confesso que nunca me interessei pelas ”Crônicas de Nárnia” e por isso quase passei a vida ignorando um bom um grande autor. Na verdade acabei descobrindo esse livro num fórum sobre o U2 e comecei a investigar. Não aguentei de curiosidade e comprei o livro e li.

Na história das ”Cartas do Inferno” um demônio ensina a seu sobrinho como destruir a fé de um homem. Esse livro tem toques de humor geniais e de certa forma coloca algumas boas questões sobre a fé. Porque ele mostra através das cartas do demônio que em certas circunstâncias da vida nos distraímos e nos afastamos de Deus, seja por prazeres ou por ideologias que nos prometem o paraíso na Terra, ou nas pequenas rusgas domésticas.

O final do livro é dos melhores que eu já li e me deu vontade de ler outros livros do senhor Lewis. É um daqueles livros que deve ser lido mesmo por ateus ou pessoas de outra religião.

Em alguns pontos ele mexeu comigo, porque eu também tenho muita fé em Jesus Cristo, mas tem horas que eu faço coisas que contraiam a minha própria fé e de tempos em tempo eu questiono se vale a pena acreditar nele.  E eu acabo decidindo que se vale muito a pena crer em Jesus Cristo, mesmo que dias nos dias de hoje não é fácil crer em  Deus. Mas esse livro mostrou falhas minhas que nem eu mesma gosto de admitir para mim que tenho.