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Paris,Mariana e ódio

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Foram terríveis os acontecimentos em Paris e Mariana. Ambas foram tragédias horríveis, mas também mostraram o lado nefasto dos seres humanos. Até concordo que muitos brasileiros não dão a mínima para o que acontece no país, vide os discurso contra Israel na Palestina, mas pouco se importam com assassinatos horríveis que acontecem todos os dias na Brasil. Mas eu que eu mais tenho visto é gente brigando com se um fosse mais tragédia que o outro e não são, o sofrimento dos familiares é igual em Mariana em Paris, porque são os familiares que vão sofrer o resto da vida com a dor da perda e não militantes de qualquer ideologia que fingem querer tolerância e paz, enquanto vomitam ódio.

Outra coisa que me deixou horrorizada no caso de Paris foi a desculpa de estuprador que alguns usaram para justificar os atos covardes do terroristas, usando guerras que aconteceram há muito tempo. Eu chamo de desculpa de estuprador, pois é justamente isso que eles dizem ao cometer o crime: Culpada é a vítima. Um ato covarde de matar inocentes não tem justificativa nenhuma.

Vendo esse tipo de briga e justificativas nojentas é que eu vejo o quanto nós seres humanos(também me incluo nisso) gostamos de brigar uns com outros e também deixamos que gente espertalhona louca pelo poder nos manipule a nos odiarmos ainda mais. No fim talvez seja apenas nossa própria natureza.

 

 

 

literatura, Livros

Clarice Lispector

Imagem retirada do Wikipedia Brasil.
Imagem retirada do Wikipedia Brasil.

Fiquei boba comigo mesma por ter ignorado durante tanto tempo uma autora tão fantástica, quanto Clarice Lispector. Não li nada dela nem mesmo na época de escola e não sem bem o motivo disso. Eu a descobri depois de ver o vídeo de uma blogueira literária falando sobre ” A paixão segundo G.H”. E eu me apaixonei pela escrita  de Clarice, porque se nota o amor pela escrita.

O jeito que a Clarice escrevia tinha  uma força que só vi na autora de ”O Morro dos Ventos Uivantes”, é algo visceral e como a própria Clarice chegou a dizer: É algo que não tem nome. Li ” A paixão segundo G.H”  e encontrei nele uma protagonista (G.H é uma mulher) que tenta descobrir a si mesma ao descobrir o outro. ” A paixão segundo G.H” aborda questões muito interessantes com a relação entre os seres humanos e Deus,embora não seja um livro que fale sobre religião, mas tem uma grande epifania. Comprei mês passado  ” A legião estrangeira” um coletânea de contos que são sensacionais.  Gostei muito dos contos ” Os desastres de Sófia” ”Macacos” e ” Viagem a Petrópolis”.

Li em algum lugar, creio que foi na apresentação de ” A paixão segundo G.H”, que Clarice Lispector é considerada a melhor escritora judia desda Kafka. Fico muito feliz de ter descoberto essa autora mesmo agora na vida adulta. Não sei se ela é a melhor autora judia, mas pra mim é uma das grandes autoras do Brasil, junto com Machado de Assis.

Creio que em breve falarei sobre outros livros dela aqui.